01 Dezembro, 2009

which clarinet?

Olhem bem o Woody Allen, ele provou que sabe fazer de maneira diferente, sem perder a originalidade...calma! calma! Não vou falar de filmes!

Para Woody não existe meio termo, uns amam, outros odeiam!

KarlfreySe ele não fosse cineasta e lhe fosse dada alternativas de escolha, facilmente escolheria ser músico profissional e voltar no tempo. O clarinete é parente pobre do seu talento, pois a música morreu na altura em que ele atingiu a maioridade e foi justo quando o rock nasceu.

Woody Allen, o cineasta profissional que é também clarinetista de jazz amador.

Todas as segundas-feiras à noite no bar do Hotel Carlyle, no Upper East Side de Manhattan, em Nova Iorque, ele é convidado especial e frequente de Eddy Davis New Orleans Jazz Band. Neste lugar ele alimenta a sua paixão pelo jazz.

Woody Allen foi mais além nesta carreira quando realizou a primeira excursão européia em 1996, como músico - o que resultou no documentário Wild Man Blues, assinado por Barbara Kopple.

Allen (Allan Stuart Königsberg) completa hoje, dia 1º de Dezembro, 74 anos (1935) e disse certa vez, que não perde tempo em ouvir música elaborada após os seus vinte anos. Para ele que nasceu na época de ouro da música popular americana, a música parou na década de 50 - tempo em que, a música americana tinha um certo glamour e recebia bastante influência da Europa.

Assista cantando (raridade) - muito cute! E tocando clarinete ao lado de Eddy Davis no Hotel Carlyle.

wood allen ap. hotel carlyle

Quem assisti aos filmes de Woody Allen, sempre atenta para as músicas, cujas referências jazzistas são evidentes. Em "Manhattan" as composições de George Gershiwn ajudam na estrutura da narrativa. Em "Através da Noite" conta a história de Emmet Ray, um gênio esquecido do jazz e da guitarra, que desmaiava toda vez que via Django Reinhard e por aí vai!

Vamos combinar que é difícil encontrar canções tão maravilhosas como as de Irving Berlin, Cole Porter, George Gershwin ou Jerome Kern. Depois, veio o rock, onde a música americana tornou-se bastante egocêntrica: I gotta be me, I did it my way.

A América teve New Orleans Band que recuperou o chamado dixieland, a primeira forma de jazz que atingiu grande popularidade, com nomes como Sidney Bechet, Earl Hines ou Louis Armstrong.

E lógico que tudo evolui, no caso do jazz não sei, não gosto desse jazz europeu atual, gosto mais das músicas "antigas" qualquer que seja o seu estilo. Da modernidade, nos resta pouca coisa para pular, ops! dançar.

Aproveitando para perguntar: Alguém aí sabe dançar de rosto colado, dançou alguma vez? (rs*)

As facilidades do mundo atual, acabam por desprezar hábitos que afinam o nosso espírito. O que dirá da afinidade ou habilidade com os instrumentos musicais?

trompeta digital Eu estava vagueando na internet atrás de um violão elétrico, quando dei de cara com um trombeta digital, que gera 20 sons e permite que os músicos aperfeiçoem o fingering da válvula, o tempo, as notas, e as mudanças da chave antes de aprender ao controle da respiração e à colocação mestre do mouthpiece de uma trombeta de bronze real.

Tem um altofalante interno poderoso, e as microplaquetas de memória internas que podem gerar estes 20 sons, incluindo sete trombetas, oito instrumentos de bronze (tuba e trombone), cinco woodwinds (oboe e Clarinet), cordas e uma voz humana sintetizada

Sussurando ou cantando no mouthpiece, você cria notas e tons exatos, com a opção de jogar longitudinalmente e acompanhar canções; 10 canções pre-carregadas e as que podem ser adicionadas à memória interna, usando o software incluído. Tem uma modalidade de treinamento que usa diodos emissores de luz, permitindo que você siga sugestões iluminadas na válvula e o acompanhamento, retarda para baixo ou pausa para cronometrar e seguir o tempo correto.

Veja bem, como complicaram a nossa vida. Seria tão mais fácil, só tocar Clarinete! Que dirá tudo que vem agregado ao resto.

29 Novembro, 2009

Debilóides Virtuais [update]

arrobaSomos hedonistas por natureza e estamos atrás de tudo aquilo que nos dá prazer. Na ânsia pela nossa satisfação, podemos cometer alguns deslizes, que em caso de platéia, ao tornar-se público, corremos o risco de sermos criticados.  

Se você é uma pessoa 'normal', até pode passar batido este deslize, afinal, alguma insanidade cometemos alguma vez na vida. Porém se ofendeu alguém por puro prazer e foi questionado da ação, você pode justificar sua atitude, se arrepender ou não, ou pode pedir desculpas ou não. Isto vai do seu foro íntimo ou dos ensinamentos passados no berço: "Não ofenda gratuitamente as pessoas, comporte-se bem diante do terreno desconhecido".

Mas se você não possui a chave mestra do seu cérebro, é um descontrolado e possivelmente perdeu a noção do que é certo ou errado, ou mesmo faz coisas somente para entreter as pessoas, mesmo que isto ofenda quem não está presente para se defender - o palhacinho da turma - me desculpe, mas além de débil mental, você é um babaca!

Existem motivos para você ficar desesperado com este futuro difuso! Seus amigos reais possivelmente já não te suportam mais e, ao colocarem a internet nas suas mãos e atrás de um monitor, você se sentiu bastante confortável para soltar suas gracinhas, suas infantilidades, criticando, espezinhando sentimentos, bancando o modernoso com seus miguxos e porque não; com o mouse na mão, se achar o cara mais bem humorado do mundo. É, porque você pode achar que tem humor, mas isto é apenas um ponto de vista: o seu ponto de vista!

Tenho dó do seu futuro, pois ele parece relativo e improvável. Você na internet tem a falsa ilusão de que não está sozinho! Pois você tem um monte de miguxos, eles lhes dão banners pisca-pisca e você retribui, lógico! Fodão, se alimenta de links, links e vamos, vamos miguxos, falar bobagens... o seu mundo virtual fica mais alegre e menos solitário, né? Mas dentro de um contexto mais amplo, você está perdido e sozinho! Sabe por quê? Essa pessoa que se sentiu ofendida, pode lhe tascar um belo de um processo e você, lógico! Fodão, que se alimenta de links, links e vamos, vamos miguxos, falar bobagens? Não amoreco, você vai se ferrar sozinho!

Mesmo em um almoço grátis, alguém paga a conta! 

Por outro lado, percebemos que a comunicação em outros parâmetros na rede, quando legitimada, devora conceitos arcaicos e reflexivamente, sem que percebamos, extrai e derruba barreiras, transformando o comum em criativo; os antagonismos e contrastes, em pontos comuns de discussões, para melhora da nossa vivência, cultura e bem estar social.

Através do "bom tom", da interação, que vemos, ouvimos e sentimos as coisas que tocam em nós e que aprendemos a entender o mundo, a gravar aquilo que nos será útil para a nossa sobrevivência. Do contrário, sem a chave mestra da comunicação, seremos ignorantes, limitados, catatônicos, apáticos...

Não esqueça que você é um suporte físico, móvel e ambulante com idéias e necessidades a serem atendidas. Perante o blogue: Você é somente a sua memória virtual.

[update] - Gostaria de esclarecer que ninguém me ofendeu diretamente e sim, pessoas da minha estima. Ainda não sei se posso expor claramente no blogue, porém já é do conhecimento de várias pessoas.

27 Novembro, 2009

Brioche e cuscuz

Brioche e cuscuz


Pode ser que um dia
deixemos de nos falar...
Mas,
enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo


Brioche e cuscuz


Pode ser que um dia
o tempo passe...
Mas,
se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.


Brioche e cuscuz


Pode ser que um dia
nos afastemos...
Mas,
se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.


Brioche e cuscuz

Pode ser que um dia
não mais existamos...
Mas,
se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo,
um para o outro.


Brioche e cuscuz

Pode ser que um dia
tudo acabe...
Mas,
com a amizade
construiremos  tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.


Brioche e cuscuz


Sendo único e inesquecível
cada momento
Que juntos viveremos
e nos lembraremos
para sempre.


imagem Inusitatus
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
(O milagre da vida - Albert Einstein )

No meio desta semana, indiquei a leitura de uma reportagem, realizada pela revista Época "Saudade de sua voz", onde Odele Souza expõe, entre outras coisas, a sua luta para manter  Flávia, sua filha, em condições de sobrevida digna, após o acidente que a mantém em coma vigil a tantos anos.

Se você chegou agora na blogosfera, pode ler a reportagem ou acessar o blogue "Flávia vivendo em coma". Lá poderá ter explicações mais detalhadas, do que se trata o assunto. Adiantando, quero transcrever algumas linhas da última postagem do blogue:
"Aqueles que acompanham o blog de Flavia, sabem que há quase três anos venho utilizando este espaço para protestar contra a lentidão da justiça brasileira em condenar os responsáveis pelo acidente causado por um ralo de piscina funcionando de forma irregular e que - há 12 anos - mantém Flavia em coma vigil irreversível. Assim, venho aqui documentando outros acidentes causados por ralos de piscinas, no Brasil e no mundo, com o objetivo de alertar as pessoas para este tipo de acidentes.
Estes acidentes com ralos de piscinas são mais comuns do que se pensa e continuam fazendo vítimas graves e fatais, notadamente crianças. Por este motivo, torna-se NECESSÁRIA e URGENTE a existência de uma LEI FEDERAL PARA A SEGURANÇA NAS PISCINAS. Por isso, peço a todos que por aqui passarem ou que, por outro qualquer meio tenham conhecimento desta iniciativa, que assinem a presente PETIÇÃO.

POR UMA LEI FEDERAL PARA A SEGURANÇA NAS PISCINAS"
Não nos custa assinar a petição, afinal, estaremos criando uma lei, que nos protege dos perigos que estamos expostos ao frequentar piscinas com ralos "sugadores", instalados inadequadamente.

Petição Por uma Lei Federal para a Segurança nas Piscinas. Pfvr. Clica e assina. OBRIGADA.Por isso, por acreditar, peço que assine a petição on-line. E se achar a causa válida, por favor, divulgue no seu blogue, twitter, facebook, e-mails... ajude a acontecer!

Se hoje em dia não acreditarmos em milagres e amizades, estaremos fritos!

Atenção com o que levar daqui (bem baixinho...)

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No mar, no ar ou pisando em terra firme, não importa onde esteja. Importa estar em si. Em cada ser humano há de tudo; a questão é apenas onde a luz incide (Lerski) Não há nenhuma árvore que o vento não tenha sacudido. Porque pode ser gritantemente sublime o extremo onde o belo se faz excessivo e obsceno.

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